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02/10

Sair do silêncio


A importância de utilizar o Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI) antes da indicação do Implante Coclear (IC).

O implante coclear (IC) é um dispositivo eletrônico indicado para indivíduos com perda de audição do tipo sensorioneural de grau severo/profundo a profundo nas duas orelhas. Este é composto por uma parte interna inserida cirurgicamente dentro da orelha interna e uma parte externa usada atrás da orelha.

Anteriormente disponível apenas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou no serviço particular, no início deste ano, o IC foi aprovado como procedimento para os convênios médicos no Brasil, aumentando a procura por esse dispositivo. Faz-se importante considerar, porém, os critérios para sua indicação em crianças, adultos e idosos, sendo que esta indicação é dada por uma equipe de profissionais composta pelo médico otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, psicólogo e assistente social.

No caso de adultos e idosos, um dos critérios determinantes envolve a avaliação da ausência ou limitação de benefício com o isso do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI) ou próteses auditivas convencionais. Esta avaliação abrange testes audiológicos, testes de percepção de fala e o relato do usuário da sua experiência nos diversos ambientes de escuta e comunicação.

Algumas das vantagens no uso da prótese auditiva é que ela não é invasiva, ou seja, não necessita de nenhum procedimento cirúrgico para ser adaptada; tem uma manutenção mais barata quando comparada ao IC; também permite a estimulação de todo sistema auditivo e promove a preservação do resíduo auditivo do usuário.

As próteses auditivas estão em constante avanço tecnológico e possuem características específicas para atender cada perfil de paciente, estando disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), bem como no serviço particular. É importante enfatizar que para melhor aproveitamento daquelas vantagens, além da adaptação das próteses auditivas, a reabilitação é essencial, por meio da terapia fonoaudiológica especializada.

Inúmeras pesquisas científicas comprovam que independente do dispositivo escolhido para o paciente com a deficiência auditiva severa/profunda, o ponto principal reside em sair do silêncio e redescobrir o mundo sonoro. Voltar a ouvir melhora a qualidade de vida nas relações familiares, sociais e ocupacionais, promovendo uma comunicação mais efetiva nas várias situações de vida diária.

Fonte: Argosy

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